sábado, 22 de agosto de 2009

Atitude: Mudar de vez

A Geologia não é adivinhação e as rochas não são incompetentes. Apenas são o que são, e exibem-no a quem o saiba compreender, e queira… E existe já Ciência q.b., e profissionais para tal. Podem procurá-los em Call Centers ao serviço de empresas Todo-o-Terreno (Trabalho Temporário) ou mesmo no Estado, em funções decorativas... Todo-o-Terreno… Podia ter tudo a ver e dar o mote para a diferença, mas não, são ainda e apenas jogos de palavras, em adaptação aos tempos e às únicas “novas oportunidades” reservadas a esta espécie sempre em vias de extinção, qual ave rara não contemplada por um qualquer fundo ou programa comunitário de conservação, enquanto o país desaba, literalmente, e se extingue e se esfuma, queimado que foi...
Como sinal de unidade e solidariedade cirunstancial temos apenas o que advém da própria desgraça, aqui e ali, miséria colectiva plantada por uns e colhida por outros, romarias nas quais famílias desavindas se acham assim reunidas por altura de enterros, casamentos e baptizados.


E não vale insistir na culpa das pessoas. Eu próprio poderia muito bem ter assentado arraiais. Cabe ao Estado mostrar-se e transmitir a real noção de Perigo, agindo em tempo! E que não se entenda por isso colocar placas! Esgotar soluções e antecipar é o que se exige sempre em primeiro lugar.
E desta vez, repito-o, por respeito a todos: deixem-se de lado formalismos e esqueçam-se relatórios.

Não esqueçam é de Mudar hábitos, de vez!

Em silêncio…

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Triste. E Evitável



É triste ter razão...Lamento as vítimas, pouco ou nada sensibilizadas para os fenómenos geológicos por um lado - ponham a Geologia de lado como até aqui, interessa é Biotecnologia, Medicina, claro! É como na lei, espera-se do povo que a saiba de cor e salteada... Sobre o fenómeno GEOLÓGICO", aposto que nem agora há geólogos por perto, ainda que depois do mal... P.Civil?! Bombeiros?!... Pois. Era preferível falar-se antes de Prevenção, a sério e de uma vez por todas. Acreditam agora!?! À Ciência e Dignidade Profissional, ainda em falta, junta-se a urgência em Proteger com Eficácia... Porque não é a Natureza que nos anda a pregar partidas! Os "fenómenos complexos" não dão justificação para tudo, não deveriam. Há que passar a olhar para o Meio como uma entidade dinâmica e cabe-nos a nós entender e aplicar a Ciência, e o Bom Senso. Estático só se for mesmo quem (não) decide.
A ignorância paga-se e o país de alguns fica à vista! Esse país repete-se, infantil e desastrosamente... Futuramente, com a geodinâmica extrema a ser realidade cada vez mais frequente, vai ser ainda pior.
Agora, só agora como sempre, se vai (dizem os "responsáveis"...) efectuar um outro diagnóstico em vários pontos da Costa. Se o mar estava revolto e houve um sismo na 2ªfeira, estavam à espera de quê para voltar ao local?! E quanto a trabalhos geotécnicos de contenção ao invés de placas!? Proibir até! Mas nem uma coisa nem outra aconteceu, é preciso é Turistas de qualquer maneira. E se houve trabalhos de escavação e/ou terras de obra (ilegal ao que parece) depositadas indevidamente... Que qualificações e responsabilidade mostram as equipas de fiscalização e as próprias Câmaras? A lei, pois a lei não obriga a mais mas... Que tal as Boas Práticas?! Entra-se agora na roda do empurra? Deste e daquele organismo até dar em NADA!
É por estas e por outras que geólogos como eu só têm emprego em Call Centers... De Engenheiros, Arquitectos, Advogados e Economistas é que o país medieval precisa. Lamento a fraca noção dos cidadãos, que nem sabem nomear o que lhes falta...

A falsa Onda de Verão também no Algarve, foi outra prova dos 9, a pôr a nu a disciência de todos, caos que só por acaso não provocou vítimas...Por isso escrevo e denuncio. E faço-o de borla e, também sem emprego.

Acho ainda que desta vez se deveria inaugurar uma nova atitude no país, e dispensar relatórios.
A Vida, mata, e nela é sempre possível fazer-se melhor, mas nunca se fala dos erros de palmatória, daquilo que deveria e podia ter sido feito em tempo. Antes! Já não depois.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Certificação Energética de Edifícios Vs Taxas de Recursos Hídricos


Impressiona só os mais atentos, ao que parece. Em plena Crise, os cidadãos engolem mais um valente sapo (verdinho e tudo! Tanto quanto os sapos são verdes...)em forma de imposto, mas embrulhado num conveniente Certificado de Eficiência Energética de Edifícios. Basicamente trata-se do seguinte:
os cidadãos têm vindo a comprar um bem essencial que pouco mais é que um monte de tijolos, algo pacífico e que atesta o grau de exigência e capacidade de se pronunciar. E como uma coisa leva à outra, viu-se margem de progressão ao abuso, e sem surpresa, aparece mais do mesmo em versão cada vez mais gravosa - agora, iremos pagar para alguém passar a papel, não a forma de sermos indemnizados pelo engano, não a via para o Estado reaver junto dos autores (não infractores porque lei não existia!), responsável que é por omissão, mas para ficarmos a conhecer com algum rigor (não muito, que há muitas vistorias a fazer e os ensaios técnicos são caros...) que vivemos numa barraca! E pagar por esses parágrafos no mínimo uns 400 euritos!
Grande negócio! Porque é que não fui para engenheiro... Ganhava na construção e depois ainda no diagnóstico da doença... Ainda dizem que os lobbies estão à vista... Concordo! Mais seria difícil.
É que para estas vistorias os cursos de formação admitiam apenas engenheiros & arquitectos.
Nem mais! Eles lá sabem porquê! Outros técnicos teriam mais dificuldade em descobrir os pontos fracos...
Quanto aos portugueses... Nem piaram!
Difícil de entender mesmo é porque, se queriam assim tanto criar esta oportunidade de mercado, não são os responsáveis a pagar ou até, quem vai comprar?! No limite, uma repartição dos custos.

!Não temos sequer, a maioria de nós, casa para "cumprir" regras básicas medicamentosas, mas pagámos para tê-la! E continuamos a pagar! E a NÃO ter..!

Nota positiva para o Bastonário da Ordem dos Engenheiros, que tem vindo a mostrar-se bastante crítico, considerando inúteis estes expedientes bem como a necessidade da sua renovação periódica ao fim de alguns anos.

Em relação à água subterrânea, e sendo certo que não há acompanhamento técnico ao utilizador, nem nada é dado em troca ( mas que também não seria um Certificado) das taxas de recursos hídrico, - o que se justificaria com toda a propriedade e daria emprego a geólogos, contribuindo para uma efectiva Gestão Integrada de Recursos Hídricos pela aplicação de Boas Práticas Ambientais, que é coisa que não interessa-, convém perceber que algo haverá a pagar por um bem ainda mais essencial e cada vez mais escasso, e sobre o qual se faz o que quer na prática.

Por cá interessa deixar acontecer o mal - exaustão de mananciais e contaminação neste caso - que depois a solução aparece e passa por vender-se água ao preço da gasolina... As dessalinizadoras já rondam por aí...

Reacções diferentes revelam, mais que pesos e medidas diferentes, a real dimensão da ignorância de um povo, furo e manancial que quem Decide continua a saber bem explorar, sem mostras de se esgotar tão cedo!

Para os mais cépticos atentem que, em certas zonas do país os furos ultrapassam já os 200m e sem água, ou ela não apresenta já qualidade suficiente para consumo, como no Algarve e em tantos outros locais.

Paço de Gigante vindo do Mar, claro... A Origem.

Compraz-me assistir a esta Revolução, uma vez mais pertença e com origem em meia-dúzia de bravos e abnegados cidadãos, por acaso (ou nem tanto) também cientistas com parcos meios.
Falta o mesmo em Terra, especialmente nestas praias lusas... E disso falo por este ciberespaço.

É preciso parar de dizer mentiras sobre a falta de Recursos, enquanto eles de facto existem, porque há-os que estão em sério perigo.
Inventariar, Saber o que há, e onde! Onde pisamos antes de mais, para não derraparem tantas obras, não se perderem tantas Vidas em acidentes laborais, catástrofes naturais e, outras até em camas de hospital, por falta de verbas esgotadas em Erros históricos - que tudo está ligado...

Quem não consegue administrar o que tem, por pouco que fosse, não mostra capacidade de ter mais.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Comparticipação Estatal à compra de habitação embalada no Pacote... Crise! (erro de operador!?)

E não é engano de empregado de armazém. Ainda não se disse, que neste vórtice financeiro em que mergulham de quando em vez os cidadãos que ficam escaldados, baralhados e cada vez mais endividados, apenas por existir, é que as comparticipações do Estado nas prestações das casas têm vindo a baixar.
Entre anúncios de medidas de emergência para isto e para aquele - sempre os mais mediáticos e numerosos nesta democracia de Condomínio vendida ao kilo-, não se refere uma situação que afectará alguns portugueses, mas não tantos nem com capacidade organizativa suficiente que assuste o Governo.
Fica a nota e o exemplo de como opera a Filosofia governativa - atender a quem berra mais ou tem camiões TIR, tractores ou vacas para entupir as ruas ou, bonés de polícia para atirar ao chão... - longe de qualquer Ideia válida e integrada sobre o exercício de Bem Decidir!
Alguém falou em Discriminação?...

sábado, 25 de julho de 2009

Dar de beber ao país, de forma simples, barata e eficaz. Mas... Isso interessa?


Reconhecer a Mudança é Ganhar a Sustentabilidade
O link que deixo (ao clicar do título), existe apenas para provar àqueles, de entre nós mais cépticos, de que é possível, a Vida acontecer num só dia... Quero assim dizer, que é possível Mudarmos a face dos acontecimentos, que está nas mãos, de todos! Basta levantá-las! Não apenas para assinalar a nossa concordância ou não, mas para fazer acontecer pela nossa iniciativa e, com exemplo, sugerir e ajudar outros a entender, ou apenas a parar um pouco para pensar no que pode ser realizado - que é tanto, infindável até, porque a Vida e a Inteligência oferecem sempre alternativas. Alguém nos tem atirado areia para os olhos ou tapado o Sol com uma peneira, como preferirem, porque também aqui as possibilidades são muitas...
Foi o que se passou numa pequena localidade australiana, ao reflectirem sobre um caso do seu quotidiano próximo - a intenção de explorar um aquífero ("lençol" de água) local, água que iria ser engarrafada num sítio distante para depois regressar até a essa localidade - percorreram mentalmente todo o circuito da "coisa", do desperdício ( também designado por cadeia de valor, para o comércio mais puro e duro) e, concluíram... Do absurdo!
Pessoalmente admito quase sempre existir espaço a uma solução intermédia - o engarrafamento para "exportação" e o consumo em vidro para reutilização local-, mas o importante é perceber que:

- é de um negócio de plástico com alguma água dentro que se trata.
- do incomportável que se torna a reprodução de modelos de exploração deste tipo, especialmente quando somos 6 Biliões já!
- da existência de alternativas, que não são extremistas mas, realistas!
- Da capacidade de MUDANÇA! E, EM TEMPO ÚTIL!

E em jeito de reflexão pergunto: Porque razão há-de acontecer sempre lá fora primeiro?
Porque não poderemos ser nós a liderar de quando em vez?

Propõe-se assim uma Campanha não para proibir mas para incentivar uma Boa Prática e a Protecção do património Água como consequência, positiva! A saber:

Identificar e colocar no mapa sítios com pontos de água (existentes ou a instalar) públicos! Quer em zonas urbanas quer ao longo de estradas, auto-estradas, caminhos...

Tratar com as entidades territoriais responsáveis da implementação de perímetros de protecção (que a lei prevê, e antes dela o Bom Senso!) e infraestruturas necessárias para o acesso e abastecimento.

Sim! É possível! E não é uma questão para daqui a anos, nem são precisos milhões ou Programas Específicos suportados por dispendiosas campanhas de marketing.

Vontade e Práxis! De Todos e, para Todos! Portugal Líquido já!

(...antes que se esgote/contamine, e nos venham depois vender água de caríssimas centrais dessalinizadoras, água cara e péssima! Fica o Aviso)

* A água subterrânea apresenta uma qualidade superior comparativamente às águas de superfície, sempre que protegidas de agressões resultantes de actividades humanas desadequadas como errados posicionamentos geográficos de indústrias; rejeição e não tratamento de efluentes em zonas de recarga de aquíferos, etc...

** O vidro, especialmente o colorido, garante uma pureza e inocuidade que o plástico não assegura - havendo até perigos associados à libertação de substâncias químicas prejudiciais, que afectam sobretudo o sistema hormonal em crianças.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Todos os caminhos vão dar a Roma...

Deveriam.
Verter águas, em escoamento livre sobre a praça pública, deveria/tem de ser possível, a todos!
Maiorias, há muito ao largo, têm de incorporar todos e todas as virtudes. Tal como diferentes águas de um mesmo rio chegam ao mar, a mistura tem de acontecer. Sempre. Braços mortos, águas estagnadas, pântanos, só mesmo os naturais...